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Rio de Janeiro / Negócios

Associados brasileiros não se sentem bem representados pelas categorias de classe

 

Foto: divulgação

Pesquisa exclusiva envolveu segmentos do agronegócio, da indústria, energia e marketing

Pesquisa nacional e exclusiva revela que as associações brasileiras precisam melhorar o engajamento com seus associados, que não se sentem bem representados por estas nos âmbitos social, político e econômico. O levantamento, feito entre março e julho deste ano, ouviu 1.021 entrevistados entre membros e clientes de 15 associações de diferentes setores, entre os quais estão: agronegócio, energia, indústria, marketing.

Os dados são da MCI, empresa global que atua na área de marketing e eventos em mais de 30 países, inclusive no Brasil. Eles medem a força do relacionamento e o resultado de táticas de engajamento de associações de classe, através da visão de seus membros e apontam onde as instituições deveriam melhorar parar atender as expectativas dos seus associados.

O Brasil chamou a atenção para a conclusão do levantamento referente à preferência por eventos online. Quando a análise é sobre ações híbridas (online e presencial), o Brasil se equipara ao restante do mundo, com 58% e 56%, respectivamente.

E quando o assunto canaliza para os formatos dos eventos, o cenário é o seguinte: conferências e congressos têm 48% da preferência pelo presencial; eventos de networking dividem 37% presencial e 39% híbridos; comitês e grupos de interesse têm o seguinte cenário: 18% presencial, 30% online e 45% híbridos. “Estamos em um país que precisa do contato, da presença. É natural que esses indicadores tendam a privilegiar as ações presenciais”, comenta Renata Pozza, diretora de Soluções para Associações da MCI Brasil.

“Para melhorar a performance das Entidades, Associações e Sociedades de Classe, é essencial personalizar as jornadas dos associados e empresas, permitindo que eles escolham os canais de preferência para eventos e demais iniciativas da entidade. Os produtos e serviços devem oferecer essa flexibilidade, abrangendo todas as preferências. Não é mais viável esperar que os associados se adaptem às nossas escolhas, é nossa responsabilidade adaptar nossas ofertas para cada perfil, impulsionando o progresso e a excelência da experiência”, afirma Pozza.

O que fica evidente com a pesquisa quando se coloca o Brasil versus o restante do mundo é que os desafios são semelhantes, destaca Renata. “Essa bússola para as associações é uma oportunidade para repensarem suas estratégias para 2024. Não basta fazer, é preciso entender anseios do seu público para entregar aquilo que a fará ser ainda mais forte”, ressalta a executiva, que destaca dicas para associações: “concentre suas ações nos 3C´s do Engajamento: Choice (Escolha); Channel (Multicanal) e Customization (Customização), isso certamente vai gerar mais engajamento e consequentemente maior representatividade”.
Para o executivo Daniel Sakamoto, da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), que aceitou participar do levantamento, “foi muito bom, pois os dados nos ajudam a entender melhor nossos membros e associados, nos permitindo atuar de forma cada vez mais eficaz. Uma entidade representativa deve sempre estar atenta a seus pontos fortes e áreas de otimização. Certamente esse trabalho contribui para a tomada de decisões estratégicas na condução das nossas atividades”.

O estudo seguiu uma metodologia 100% online e anônima, em formato global. Da amostra consultada, 29% têm até 2 anos de relacionamento com a associação; 30% de 3 a 10 anos; 36% mais de 11 anos. Em âmbito geral, o nível de engajamento com as associações é considerado moderado no Brasil, uma vez que a reputação e a especialização no assunto são consideradas altas, mas requer melhorias no que se refere a acesso, inovação e representação das necessidades individuais quando a análise e volta para associações empresariais.

O relatório completo pode ser encontrado em: https://mci-associationengagement.com.br/indice/