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Edição da Semana

Quem assiste Três Graças, fica assustado ao ver Daphne Bozaski interpretando Lucélia, a malvada da vez. Quem deve estar adorando é Aguinaldo Silva, o criador de malvadas dos folhetins, e autor da novela, que conquistou o país de norte a sul. Só se fala nas tramas diabólicas de o mau-caráter de Lucélia.
A atriz sempre foi conhecida por personagens “bonzinhos”, como a Benê de “Malhação: Viva a Diferença” e “As Fives” e mais recentemente a Lupita de “Família é Tudo”. Paulistana, da capital, 33 anos, Daphne aceitou interpretar a vilã porque queria sair do conceito de personagens dóceis. Para ela esse território é um desafio. “Afinal ela é a sobrinha órfã que vem do interior e, logo de cara, mostra sua inveja pela prima, Meg (Mell Muzillo). Depois de anos interpretando personagens marcadas pela doçura e pela empatia, ela se vê diante de um espelho diferente. “É sair da zona de conforto da Daphne. Isso tem me atraído muito na condução e na construção dela”. Os fãs agradecem, afinal eles acham que dessa forma, ela vai crescer muito mais como atriz. Por trás do sorriso seguro e da postura elegante, esconde uma moral elástica, alianças instáveis e uma ambição silenciosa. Nada em Lucélia é simples, e talvez seja justamente por isso que tenha se tornado uma das figuras mais comentadas da trama. Ela não tem moral alguma. No final das contas ela quer se dar bem na vida e se for necessário passar por cima de pessoas, que atrapalham o seu intuito, ele nem pensa duas vezes e passa com seu rolo compressor de falta de ética.