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Edição da Semana

Determinada por natureza, Maria Lúcia da Silva Araújo – ou apenas Lucinha Araújo – tomou para si a missão de manter viva a memória e a obra do filho cantor e compositor Cazuza, após seu falecimento em 1990, aos 32 anos, vítima da AIDS, numa época em que medicações e tratamentos ainda eram insipientes. À frente da ONG Sociedade Viva Cazuza desde então – criada no Rio de Janeiro junto com o marido, o produtor musical João Araújo (1935/2013) – a entidade chegou a acolher mais de 300 crianças e adolescentes soropositivos e vulneráveis, oferecendo abrigo, tratamento e suporte médico. Depois de 30 anos, a instituição encerrou atividades de cuidado pediátrico em 2020, quando o cenário da AIDS mudou: a transmissão mãe-filho diminuiu drasticamente os casos de transmissão vertical do HIV, reduzindo a necessidade de abrigos para bebês soropositivos. Hoje, a ONG tem seu trabalho focado nos adultos vivendo com HIV, realizando ações de incentivo ao tratamento, distribuindo cestas básicas e outras atividades sociais, usando da melhor forma os recursos financeiros proporcionados pelos direitos autorais do cantor. O imóvel onde a Viva Cazuza funcionava foi repassado à prefeitura do Rio.