Quando os primeiros sintomas apareceram, em 2016, Maurício Kubrusly e família correram para tratar o que os médicos afirmavam a princípio se tratar de Alzheimer. Não era. Inconformados com a evolução dos estranhos sintomas – e suas consequências – procuraram incessantemente um novo diagnóstico e, afinal, um tratamento certeiro, adequado. Dez anos depois, aos 80 anos, o aclamado jornalista, diagnosticado com demência frontotemporal e que tanto sucesso conquistou com suas reportagens e comentários envolvendo cultura e curiosidades populares ( quem aí não lembra do quadro “Me leva, Brasil”, no “Fantástico”?), vive seus dias alheio à realidade, tendo a fiel companheira Beatriz como apoio permanente. Onde? No paradisíaco distrito de Serra Grande, no litoral sul da Bahia, não por acaso o lugar perfeito para quem quer fugir do estresse das aglomerações.
