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arte & cultura

Morre o sambista Nelson Sargento, aos 96 anos vítima da Covid-19

O sambista Nelson Sargento, aos 96 anos, presidente de honra da Mangueira morreu nesta quinta-feira (27). Ele estava internado no (Instituto nacional do Câncer (INCA), no Rio, desde o dia 21 , quando foi diagnosticado com coronavírus. Em 2005 o cantor e compositor tratou um câncer de próstata na instituição.

No dia 26 de fevereiro, Nelson recebeu a segunda dose da vacina contra a Covid-19 em casa. Grande representante do samba, Nelson Sargento foi cantor, compositor  de sucessos como ‘Agoniza, mas não morre’,, pesquisador, artista plástico, ator e escritor.

Em seu último aniversário, quando completou 96 anos, Sargento recebeu homenagens de grandes nomes da cultura popular em um vídeo com votos de felicidade.

Artistas como Mar’tnália, Alcione, Paulinho da Viola, Preta Gil, Tia Surica, Monarco, Regina Casé e Estevão Ciavatta cantaram, cada um em sua casa, o samba ‘Agoniza mas não morre’.

Confira a nota divulgada pelo Inca

“O Instituto Nacional de Câncer (INCA) informa que o paciente Nelson Mattos, 96 anos, faleceu na manhã desta quinta-feira (27).

Nelson Mattos deu entrada no hospital, no último dia 20, com quadro de desidratação, anorexia e significativa queda do estado geral. Ao chegar na unidade, foi realizado o teste de covid-19, que apontou positivo. O paciente estava aos cuidados do INCA na Unidade de Terapia Intensiva desde o último sábado (22).

Apesar de todos os esforços terapêuticos utilizados, o óbito ocorreu as 10:45 minutos dessa sexta-feira, 27 de maio de 2021.

Nelson Mattos era paciente do INCA desde 2005 quando foi diagnosticado e tratado câncer de próstata”.

Trajetória de bamba

Nelson Mattos nasceu em 25 de julho de 1924, na Praça 15, região central do Rio de Janeiro, e ganhou o apelido de Nelson Sargento depois de uma rápida passagem pelo Exército.

Despontou na música  ainda na adolescência que ele, mas só com 31 anos compôs seu primeiro trabalho de sucesso. Em 1965, ao lado de Alfredo português, ele escreveu aquele que seria considerado um dos mais bonitos sambas de todos os tempos: “Primavera”, que ficou mais conhecido como “Quatro Estações”.

Nos anos 60, Sargento integrou o grupo A Voz do Morro, ao lado de Paulinho da Viola, Zé Kéti, Elton Medeiros, Jair do Cavaquinho, José da Cruz e Anescarzinho.

Ao longo de sua trajetória teve nomes como Cartola, Carlos Cachaça, Darcy da Mangueira, João de Aquino, Pedro Amorim, Daniel Gonzaga e Rô Fonseca como parceiros musicais.

Foto: Edinho Alves/ABr.