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Com direção de Pedro Vasconcelos, espetáculo entra em cartaz no Teatro Cândido Mendes até final de abril

Hoje o palco do Teatro Cândido Mendes, em Ipanema, recebe a estreia de “Minha Avó É Muito Louca”, monólogo escrito e interpretado por Dan Rocha, com direção geral de Pedro Vasconcelos, direção cênica de Catarina de Carvalho e direção criativa de Isabella Santoni. Em cartaz às quintas-feiras, às 20h, a comédia apresenta ao público Neide, uma senhora de 92 anos que transforma o teatro em sala de estar e a plateia em confidente, em um espetáculo de humor direto, afetivo e sem filtros.

Por trás do riso alto e das histórias familiares que contém doses de acidez, a montagem carrega também um gesto de memória e gratidão. Cinco anos após a morte de Paulo Gustavo, Dan assume em cena a influência decisiva do artista em sua formação. Fã declarado desde a adolescência, transforma o espetáculo em homenagem à liberdade criativa e à autenticidade que marcaram a trajetória do humorista e redefiniram a comédia popular brasileira.

“Esta peça celebra o humor direto, popular e profundamente humano, uma marca registrada da geração de artistas que tiveram em Paulo Gustavo uma referência maior, e eu sou parte dela. Paulo foi uma bússola artística que me ensinou que ser intenso, afetado e exagerado não é defeito, é potência. Essa peça nasce da coragem de existir sem pedir desculpas”, conta Dan Rocha.

A personagem Neide, uma senhora de 92 anos que “não pede licença, não pede desculpa e muito menos baixa o volume”, conduz o monólogo entre memórias familiares, sexo na terceira idade, tecnologia, religião, velórios, golpes de telefone e a absoluta impaciência com o mundo moderno. Exagerada e profundamente reconhecível, ela é um retrato afetivo de muitas mulheres brasileiras.

A ideia do espetáculo surgiu de forma espontânea. Durante um encontro, Pedro Vasconcelos viu Dan imitar uma de suas avós e foi direto: “Isso é maravilhoso. Você precisa fazer uma peça sobre isso.” O que começou como uma brincadeira virou dramaturgia. “Eu resisti no começo. Era pessoal demais. Mas quando entendi que aquela avó era também um retrato da avó de todo mundo, eu mergulhei”, relembra o ator.

Neide nasce da fusão das duas avós de Dan com traços de sua mãe — gestos, frases, temperamentos e contradições que atravessam gerações. Além da homenagem a Paulo Gustavo, o espetáculo também carrega a influência de Fábio Porchat, outra referência da adolescência do ator. “Eu imitava os dois na escola. Foi ali que eu entendi que o humor podia ser meu lugar de pertencimento”, conta.

“Minha Avó É Muito Louca” é, acima de tudo, uma celebração da liberdade de ser quem se é, independentemente da idade. Entre confissões inesperadas e interações com a plateia, Neide prova que envelhecer não significa parar de viver — significa rir de tudo. Principalmente dos próprios problemas.

“Se o público sair do teatro rindo alto e com vontade de abraçar suas avós — ou pedir desculpas por tê-las silenciado diversas vezes — eu já cumpri minha missão”, conclui Dan.

A produção também aposta em uma estratégia de formação de público com foco no encontro de gerações: quem adquirir um ingresso terá direito a outro, gratuitamente, para levar a avó. A iniciativa busca ampliar a presença da terceira idade na plateia e reforça a proposta afetiva da montagem, que coloca avós e netos lado a lado — dentro e fora de cena.

 

Serviço – “Minha Avó É Muito Louca”

Datas: 26 de março a 30 de abril de 2026
Temporada: Quintas-feiras, às 20h
Local: Teatro Cândido Mendes – Ipanema
Ingressos: Disponível no site da Sympla [https://bileto.sympla.com.br/event/116738/d/367458] ou na bilheteria física do teatro
Horário de funcionamento da bilheteria: Quinta a domingo das 18h às 21h
Valor: R$ 70 (inteira) | R$ 35 (meia)

Ficha Técnica
Direção Geral: Pedro Vasconcelos
Direção Cênica: Catarina de Carvalho
Atuação e dramaturgia: Dan Rocha
Direção Criativa/Marketing: Isabella Santoni
Assessoria de Imprensa: MIS Comunicação
Produção de Conteúdo: Thales Côrtes
Maquiagem: Munna Alexandre
Produção: Beatriz Rangel
Som e luz: João Filipe Rocha
Fonoaudióloga: Luisa Catoira


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