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música

Quinta edição do Orquestra Ouro Preto Vale Festival contou com apresentações de Samuel Rosa, na sexta, dia 14,  e Alceu Valença, no sábado, dia 15

Sorrisos, aplausos, emoção. As 60 mil pessoas que prestigiaram a quinta edição do Orquestra Ouro Preto Vale Festival, realizado nos dias 14 e 15 de agosto na Praia de Copacabana, viveram momentos de encantamento, surpresa e alegria durante os quatro concertos apresentados pela Orquestra Ouro Preto, gratuitamente, no Posto 2 da Princesinha do Mar.

Em um dos cenários mais emblemáticos do Rio, o encontro entre a música de concerto e a MPB, que contou com a participação dos cantores Samuel Rosa e Alceu, reuniu diferentes gerações e um público afinado – e bastante participativo – nas duas noites do evento. Entre o mar, o calçadão e a paisagem de Copacabana, milhares de pessoas acompanharam repertórios que transitaram entre o rock, o pop, os ritmos nordestinos e a música de concerto.

Na sexta-feira (14), 25 mil pessoas acompanharam a programação, que começou com o concerto Lendas do Rock e seguiu com a aguardada estreia de Samuel Rosa, ao lado da Orquestra Ouro Preto. No sábado (15), o público chegou a 35 mil pessoas para uma noite dedicada à música brasileira, com uma apresentação em homenagem a Luiz Gonzaga e, na sequência, o reencontro com Alceu Valença, em um espetáculo que integra a trajetória da Orquestra há mais de uma década.

No sábado, a Orquestra Ouro Preto voltou ao palco para celebrar uma parceria já consolidada com Alceu Valença. O espetáculo, apresentado em diferentes cidades do Brasil e também na Europa, ganhou um significado ainda mais especial em 2026 por integrar as comemorações dos 80 anos do artista pernambucano, que recebeu um “Parabéns para você” das pessoas presentes no show em Copacabana.

Para Rodrigo Toffolo, regente titular e diretor artístico da Orquestra Ouro Preto, a edição de 2026 foi mais do que especial, com dois encontros simbólicos. “Como a Orquestra é mineira, nada mais justo do que uma estreia com um artista também mineiro esse ano. Samuel representa essa música moderna mineira, esse novo movimento musical mineiro. Tê-lo conosco foi uma honra e uma alegria muito grande”, destacou. “Com Alceu, temos uma parceria longa, que já rodou o Brasil e a Europa, é de enorme sucesso. Foi incrível ouvir as pessoas cantando e celebrando este grande artista”, ressaltou o maestro.

O concerto com Samuel Rosa apresentou uma nova leitura para canções que atravessam a trajetória do artista, com arranjos especialmente concebidos para a formação orquestral. Entre elas estão Dois Rios, Ainda Gosto Dela, Te Ver, Balada do Amor Inabalável, Tarde Vazia, Vamos Fugir, Vou Deixar e Lourinha Bombril. “Foi maravilhoso estrear aqui em Copacabana, de frente para o mar, com a Orquestra Ouro Preto, que faz um trabalho espetacular. Os arranjos para as minhas músicas ficaram incríveis”, contou Samuel, que escolheu para o bis a versão orquestrada de Dois Rios, ressaltando o quanto ficou encantado com a nova roupagem da canção.

O encontro entre a Orquestra e Alceu Valença aproximou a força rítmica e poética da música do cantor nordestino da sonoridade das cordas, com versões de canções clássicas como La Belle de Jour, Anunciação, Tropicana, Girassol, Como Dois Animais, Coração Bobo e Táxi Lunar, por exemplo, que fizeram parte do espetáculo. “A cada concerto conjunto com a Orquestra Ouro Preto eu gosto mais. O astral é único”, ressaltou Alceu.

Ao longo dos dois dias, o festival reafirmou a vocação da Orquestra Ouro Preto para construir pontes entre repertórios, linguagens e públicos. Nem mesmo a chuva fina que caiu durante a tarde de sábado retirou o brilho dos músicos presentes no palco montado diante do mar, ressaltando não só a beleza como a potência da música como instrumento de encontro e novas experiências artísticas.


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